quarta-feira, 26 de dezembro de 2007

Saudade do ano que vai começar.

Não fiz nenhuma listinha. Não quero ficar mais magra, mais “rica”, mais isso ou aquilo. Não faço planos de entrar para uma academia ou comprar qualquer coisa.

Quero um ano de crescimento. E só.

Desejo escrever melhor, abraçar melhor, sorrir melhor, agradecer melhor, trabalhar melhor, cuidar melhor. Ser o melhor de mim. (Uma espécie de edição revista e ampliada.)

Quero o equilíbrio, as pessoas certas, as dores certas, as atitudes certas. Mesmo querendo o certo, desejo a imperfeição dos momentos em que Deus escreve por linhas tortas. (Tem hora que o desespero faz até a gente pensar que Ele nem tem coordenação motora.)

Quero, ainda, sangue no olho e, ao mesmo tempo, um olhar puro pra todas as coisas.

Quero esse ano como nunca quis nenhum ano. Já amo 2008 ao ponto de sentir saudade dele. Tenho certeza que ele guarda meus melhores sonhos. (São muitos.)

Não saio de 2007 sem olhar para trás. Agradeço a Deus pelo equilíbrio e pela capacidade de me manter com esperança e muita fé, apesar de tudo. Mas dá licença, 2007, preciso agora me preparar para o que vem pela frente. Quero um ano bem 2008! Do tipo que deixa saudade.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

25 de dezembro

Se não tiver neve, tome a água mais geladinha de todos os tempos.

Se não tiver lareira, acenda seu melhor sorriso.

Se não tiver chaminé, deixe a porta bem abertona.

Se não tiver panetone, faça aquela rabanada. (Mas deixe bem longe do Enzo, pelo amor de Deus!)

Se não tiver “todo-mundo-junto”, sinta a energia de quem não está presente.

Se não tiver o CD da Simone, dê graças a Deus.

Se não tiver árvore de Natal, comece a plantar bons sentimentos no coração.

Se não tiver presente, passe a acreditar no Bom Velhinho no próximo ano.

Pra tudo há um jeito. Agora, se não tiver um pouco de Deus nisso tudo, é hora de começar a pensar no verdadeiro significado do Natal.

Muito amor pra você.

quarta-feira, 19 de dezembro de 2007

A colecionadora de frases – Parte II

PROMESSA É DÍVIDA! (COMEÇO COM UMA GRANDE FRASE.)
AGORA É SÓ CURTIR! BEIJOS!

Cheio de Deus não temo o que virá, pois venha o que vier, nunca será maior que minha a alma. (Fernando Pessoa)

Bendito aquele que sabe dar aos seus filhos asas e raízes.

A mentira é uma verdade que se esqueceu de acontecer. (Mário Quintana)

As boas oportunidades vêm vestidas com macacão de operário.

Águas mansas não fazem bons marinheiros. (Provérbio Indiano)

Sonhar é acordar-se pra dentro. (Quintana)

Acreditar em algo e não vivê-lo é desonesto. (Mahatma Gandhi)

Um lugar-comum é tão poluente quanto pilhas e baterias de celular.

Falar não é somente comunicar. É se comprometer com a direção do timbre.

Vergonha é um pano preto que você quer para se cobrir naquela hora.

Indecisão é quando você sabe muito bem o que quer, mas acha que devia querer outra coisa.

Intuição é quando seu coração dá um pulinho no futuro e volta rápido.

O amor é quando a gente mora um no outro. (Mário Quintana)

A maior dor do vento é não ser colorido. (Mário Quintana)

Duas palavras abrem qualquer porta: puxe e empurre.

As pessoas não morrem, ficam encantadas. (Guimarães Rosa)

A melhor coisa que você pode fazer por uma pessoa é inspirá-la. (Bob Dylan)

É preciso muito tempo para se tornar jovem. (Pablo Picasso)

A arte não reproduz o que vemos. Ela nos faz ver.

Me diga qual é o toque do seu celular que eu direi quem tu és. (Irineu Santiago)

Um erro gera uma seqüência de erros irreparáveis sempre numa trajetória infinita. (Manoel Eduardo)

terça-feira, 18 de dezembro de 2007

A colecionadora de frases

“Enquanto não considerarmos a oração necessária para nós, do mesmo modo que o pão e o ar para a vida, permaneceremos incapazes, vazios, volúveis”, esta é a última da coleção. É uma frase do bem-aventurado Tiago Alberione. Recebo frases como esta por meio de boletins diários da Ordem dos Paulinos (congregação criada por ele). É uma boa forma de começar bem o dia. Tem outra que acho muito linda (dele também): “Quem reza fica iluminado, confortado, recuperado, santificado”. Essa eu recebi no comecinho da semana passada.

É assim, vou lendo, ouvindo, selecionando e guardando. Acho até que algumas frases aparecem por que Deus quer me fazer refletir sobre algo, me confortar, me fazer rir e até despertar um lado poético que ando desejando encontrar. Essas maravilhas surgem, de repente, no meio de uma música, em e-mails, revistas, livros (e não precisam ser de auto-ajuda), nas conversas do dia-a-dia, nos “nicks” de MSN (Amandinha Viana -diga-se de passagem - é grande colaboradora. A última que anotei do nick dela foi: “A poeira é só a vontade que o chão tem de voar.” Per-fei-ta!) As fontes são bem diversificadas. Algumas frases vêm até em biscoitos da sorte. (Fico sempre ansiosa quando peço comida chinesa.)

Preciso dizer que meu passado como colecionadora me condena. Na adolescência fiz algumas tentativas. Primeiro veio a coleção de papel de carta, depois a de calendário e, por último, as de recortes com fotos do Grupo Dominó. (Eu era mesmo uma alienada.)

Agora posso afirmar que coleciono algo “de vergonha”. Bacana também é que, diferente de alguns tipos de coleções, minhas frases não amassam, não arrancam as tiras e nem ocupam muito espaço. E é porque tenho muuuuuuuuuitas. Nem sei quantas. (Nunca parei pra contar.) O certo é que quanto mais, melhor. Diferente das outras coleções, também não ando buscando nenhuma raridade. (Sinto até prazer em dividir as frases que já tenho. Se é que alguém se interessa.) Acabo, inclusive, de ter uma boa idéia. Vou postar algumas delicadezas da minha linda coleção. Vai como um carinho de Natal. Aguarde na próxima postagem. Promessa é dívida!

(Ei, acabo de ver que a minha Amanda mudou o nick dela. Agora é: APONTA PRA FÉ E REMA. Lindo, né? Essa eu já guardei.)

quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

Então é Natal. E o que você fez com o CD ou o vinil da Simone?

Natal combina com tudo o que é bom. Mas “vamo” combinar, não dá mais pra ouvir as músicas da Simone. (Esse é o lado B do Natal.)

Aí se vou ao shopping, BATE O SINO PEQUENINO. (Volto pra casa ou faço o que tinha que fazer?)

Aí estou toda compenetrada no supermercado e toca NOITE FELIZ. (Tudo bem! Compro só uma parte da lista. Volto depois. Prometo!)

Aí ANOITECEU, O SINO GEMEU e eu “satisfeita toda” gemendo enquanto a manicure arranca uns “bifes” das minhas unhas, no salão de beleza. (E a Simone curtiiiiiiiiiindo!)

E na sapataria só toca, DEIXEI MEU SAPATINHO, NA JANELA DO QUINTAL... Só tenho uma coisa a dizer: nem sempre quem anda nos quintais nas madrugadas de dezembro é Papai Noel, viu, Simone? (É um perigo deixar sapatinho assim de bobeira.)

Agora, a pergunta que não quer calar. Quem é mais popular no Natal: a Simone ou o Papai Noel? Eu acho que é a Simone. SIN-CE-RA-MEN-TE.

Fiz até uma pesquisa na internet. Esse CD de Natal é mais ou menos do tempo que a bichinha cantava EU TÔ QUE TÔ. Na época, a colega arrasava no Kolene de tanto cabelo que tinha. (Tá, confesso, menti. Não fiz pesquisa nenhuma. Mas uma coisa é certa, o cabelo dela era uma moita.)

Uma dica, Simone: que tal darmos (desculpa a intromissão) um up-grade nesse álbum? BATE O SINO em ritmo de funk fica mais moderno.

E vamos alterar a letra, também. Aquela outra fica assim: “Deixei meu All Star (ou minhas Havaianas...Veja o que fica mais sonoro.), na janela do quintal...”.

Ihhhhh, me empolguei! Tô cheinha de idéias agora... Me liga, Simone!

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

O anjo e o dragão

Ela carregava um dragão nas costas. E se orgulhava dele.

Era uma forma de se sentir única. Diferente. Gostava disso.

A figura tatuada era o oposto da Renata. Ela era levinha. Sorria muito fácil. Acho até que, diante do sorriso dela, o dragão se encolhia de tanta vergonha.

Além de leve, Renata era colorida. Algumas de suas telas (leves e coloridas) demonstravam bem sua sensibilidade. Acho que essa era a sua melhor forma de expressão.

Na última vez que nos vimos ela me apresentou o tal dragão. Seus olhos brilhavam de satisfação e eu saí da sua casa feliz ao vê-la leve como sempre.

Essa foi nossa despedida. Nem teve um abraço mais apertado. Foram só beijinhos e tchauzinhos bem fajutinhos, desses que são dados quando temos a certeza de que “logo mais a gente vai se ver de novo”.

Agora, ela virou anjo... (Esses cabelos de cachos nunca me enganaram, viu ?!) Seguiu em paz com o seu dragão. Ficou a saudade e a sensação de que a gente poderia ter conversado mais, se abraçado ... Ah, e faltou dizer que eu gostava muito de você!

Mas vá lá, minha lindinha! Faça bonito! De repente as nuvens podem se transformar em massa de modelar e o céu uma grande tela pra você brincar a valer.
Vou ficar daqui, olhando pra cima!

quinta-feira, 29 de novembro de 2007

As máscaras sempre caem

Já devia ter me acostumado com as máscaras que algumas pessoas carregam. Elas são trocadas de acordo com a necessidade e o interesse. Se for para tirar proveito, vem a máscara da simpatia. Se houver um pouco de carência, é a vez da máscara da humildade. Se de repente você “desagrada” a figura, vem a máscara da indiferença. O que essas pessoas não sabem é que as máscaras são frágeis demais. Saem até muito fácil do rosto. São meio como a barba falsa do Papai Noel da lojinha de R$ 1,99.

Algumas máscaras fazem parte de uns kits conhecidos. Normalmente quando a pessoa ganha poder ou dinheiro (ou as duas coisas), ela passa a usar as tais máscaras com mais freqüência. Sentimentos puros, como a gratidão, descem pelo ralo. Essas pessoas ficam doentes e entram num bravo quadro de amnésia. A primeira coisa que esquecem é do passado. Esquecem também os verdadeiros amigos e o que é pior, quem são realmente.

Alguns na verdade nem combinam com as máscaras que usam. A gente conhece tanto a figura, que dá vontade de rir vendo o personagem atuando pessimamente. (Sabe quando o ator sai da Globo e vai trabalhar na Record?)

Pior ainda é quando a figura só tem pose. (Aí a atuação vai mesmo pra comédia.) A tal pessoa nem tem dinheiro e nem poder, mas vive um faz-de-conta bem “pir-lim-pim-pim”. Me desculpe, mas não dá pra segurar o riso. Esses deixam de ser surpreendentes para serem ridiculamente previsíveis.

Acho que ser autêntico é sempre a melhor saída. Ter personalidade é conquistar um baita patrimônio. (Deveria até ter seguro pra isso!)De repente as coisas desandam e aí você continua sendo amado, querido, respeitado. Já conheci muito ex-marido da fulano, ex-mulher do sicrano, ex-rico, ex-dono disso ou daquilo, ex-funcionário do lugar tal. É a famosa roda gigante. Passamos umas horas em cima, outras em baixo. No final das contas, ganha quem conseguir ser fiel a si por mais tempo. Sem máscaras, é claro!

terça-feira, 27 de novembro de 2007

Consegui!

Fui à Riachuelo ontem e comprei só um shortinho básico BA-RA-TI-NHO. E parcelado. (É claro!) A Jesus, amiga de trabalho, colocou umas 8 peças na sacola. (Ô vontade de fazer o mesmo!) Confesso que ela até estranhou minha frieza diante de tanta coisa lindinha. Mas me segurei LE-GAL. Eu diria que a mamãe teria tido orgulho de mim. Mas foi assim mesmo. (A Jesus tá de prova!)

Usei uma tática bacana. Tentei me ocupar tentando encontrar roupas com a cara da minha amiga. Aí, esqueci um pouco de mim. E não é que deu certo mesmo? Fiz cara de paisagem pra tudo. Tentei não me envolver emocionalmente com nenhuma peça fofa. Até mesmo com a blusinha pink cheinha de coraçõezinhos amarelinhos. (Ainda passei a mão na “bichinha”.) Pra completar, a Jesus arremata dizendo: “É a tua cara!”. Respirei fundo e devolvi a blusa, com o coração partido, para o lugar de origem. (“Dextá”, blusinha de coração, um dia te pego numa dessas araras de ponta de estoque. Aí sim, vai valer à pena.)

Além dessa tática, ando desenvolvendo muitas outras. Uma delas é evitar ir aos shoppings. Quando vou, procuro passar com o tempo no limite. Tudo isso faz um bem danado, porque exercita um pouco o nosso lado racional. De coisinhas irresistíveis a coisinhas irresistíveis a gente acaba sufocando não só o orçamento, mas também os armários. E o que é pior, sem necessidade. (Onde colocar tantas roupas? Onde acomodar tantos sapatos? Pra que tanta coisa, hein?). Ao invés disso, ando me divertindo tentando reformar as roupas que já tenho. Nesse processo, muitas saias já viraram blusas, vestidos viraram batinhas... O legal é que, se alguém elogia, você acaba tendo uma história legal pra contar do antes e depois.

Enquanto escrevo esse texto, aproveito pra me convencer mais uma vez de que preciso aprender a dizer NÃO pra mim. (E muito!) Eu nunca fui de esbanjar, mas me apaixono com facilidade por um belo par de sapatos que parece ter sido feito só pra mim. (E se tiver na promoção, ganho um argumento a mais pra justificar a compra.) Mas tudo é um exercício, né? E eu ando, humildemente, tentando ligar cada vez mais o meu lado racional. Aliás, não consigo parar de pensar na tal blusinha de coração. (Não sou de ferro, né?) Para o dia de ontem ter sido perfeito, só faltou eu ter desistido do tal shortinho. Fica pra próxima. Eu ainda estou aprendendo.

sexta-feira, 23 de novembro de 2007

Mosaico

Cheirinho de chuva. Café quentinho. Toalha macia.
Jeans e camiseta branca. Encontrar amigos. Rir muito.
Lençóis velhinhos. Areia da praia. Sorriso de criança.
Brilho nos olhos. Friozinho na barriga. Abraço apertado.
Presente sem motivo. Liquidação. Coca geladinha.
Controle remoto. Sol no comecinho da manhã. Beija-flor na varanda.
Cafuné para acalmar. Idéia aprovada. Não ter hora pra acordar.
Ouvir música. Gente inteligente. Assistir filme deitada na cama.
Se espreguiçar ao levantar. Receber elogio. Ter um filho.
Ar-condicionado. Reler velhos diários. Cuidar de si e dos outros.
Falar bobagem. Sonhar acordada. Ventinho no rosto.
Praia deserta. Ler um bom livro. Achar dinheiro no bolso.
Trabalhar no que gosta. Ter um hobbie. Ler comentários no Bloguinho.

Esse mosaico de coisas boas é só pra lembrar que esse espaço, tão basiquinho, vai estar hoje e amanhã no quadro GARIMPO, dentro do programa MOSAICO (TV Antares – afiliada da Cultura).

Hoje, às 18 horas.
Amanhã, às 14 e 15 horas.

terça-feira, 20 de novembro de 2007

Peso na consciência

Carrego minha “tralha” em bolsas “Sinhazinha” tamanho GG. São verdadeiras companheiras. Sem elas sinto-me completamente desprotegida. É como sair de casa sem batom e relógio. (Coisas de mulher!)

Apesar de lindas (Hehe!), elas me detonam. (Ou eu me detono?) É muito excesso de peso. Minha escoliose fica de joelho pedindo “PELO AMOR DE DEUS”. Até acho que era pra ser pior. Comecei a carregar excesso de bagagem muito cedo. Já nos tempos de Diocesano, há mais de 20 anos, eram quilos e mais quilos de livros em mochilas que eu insistia em usar de um lado só. Acho que foi um bom treino!

Quando alguém segura minha bolsa, costuma perguntar: “Nossa, o que você tem aí dentro?” Respondo que levo meu mundo. Então tá, vou dizer de verdade o que carrego em minhas Sinhazinhas. Item por item. (Talvez você durma no meio da descrição.) Tem celular; estojo com a frente do som do carro; estojo com óculos de sol; nécessaire de maquiagem; nécessaire com escova, pasta e fio-dental; carteira; bolsinha com moedinhas e documento do carro; estojo de lápis; bolsinha de batom; chaves do carro e da casa; nécessaire com perfume, remédios (para cólica, dor de cabeça e azia), colírio (Não sei por que carrego isso, mas um dia pode entrar um baita cisco no meu olho. A gente nunca sabe quando essas coisas podem acontecer, né?), absorvente, pendrive, MP3 e headphone para o celular; caderneta da Sinhazinha; caderneta de anotação; pente e barrinhas de cereais. Ufa! (Imagine tudo isso em uma bolsa!)

Sem dúvida essa é uma boa síntese da minha natureza vaidosa, lúdica e muuuuuito prevenida. Quer conhecer uma mulher? Olhe a bolsa dela. (Com o consentimento da dona. Lógico!)

E tem mais, se faltar qualquer item acima citado, pode ter certeza, é o objeto que mais vou precisar no dia. Se eu estiver lendo algum livro ou revista, a peça passa a ser incorporado no kit. (Atualmente ando com um livrinho de oração muito bacana.) Fotos novas do Enzo, também são bem-vindas.

É, realmente ando carregando o meu mundo nas costas. Agora, só me resta um bocadinho de peso na consciência. Acho que está na hora da Sinhazinha lançar a moda de bolsas com rodinhas, tipo essas malinhas de colégio.

quarta-feira, 14 de novembro de 2007

Se eu tivesse estudado mais um pouquinho...

“Aumenta a logomarca.”
(Ah, tá! Entendi. O anúncio é de uma clínica de oftalmologia. Beleza!)

“Os dizeres estão ótimos, mas, faz outro!?”
(Ham? É pra fazer mais “dizeres?”)

“Eu queria só mudar a cor do fundo. Apesar do assunto ser meio ambiente, minha mulher odeia verde. "
(Qual a cor preferida da sua mulher? Um pink ficaria ótimo!)

“Tem muito espaço vazio no anúncio!”
(Vazio? Como assim, vazio?!)

“Eu havia pensado em outra coisa. Quero que você “bole” uma campanha diferente e, ao mesmo tempo, parecida com essa que meu concorrente fez.”
(Eu não sei “bolar” nada diferente e ao mesmo tempo igual. Vai bater agora a chamada CRISE CRIATIVA. Quero a minha mãe!)

“Que tal colocar minha filha no comercial? Ela é linda e sabe falar.”
(Ah, legal!! E sabe falar?)

“Tenho pressa com esse material. Você pode me apresentar no começo da tarde de hoje?” (Daria caso o Senhor tivesse aparecido ontem pela manhã! Hehe!)

“Eu não quero chamar muita atenção com esse material. Minha loja é pequena. Não tem estrutura para atender muita gente.”
(Tudo bem, a gente coloca o seguinte texto no rodapé: “Só conseguimos atender meia dúzia de clientes por dia.” Vai fazer o maior efeito.)

“Tem alguma coisa que eu não gosto, mas não sei o que é...”
(Em outras palavras: faça outra campanha.)

“Eu quero só que você crie o VT. Meu sobrinho, que sabe mexer no Corel, vai fazer o resto do material.”
(Tudo bem! Cada cliente tem o sobrinho que merece.)

“Olha só, não posso gastar muito. Nada de apresentador, modelos e nem foto nos anúncios. É tudo simples, mas tem que ser bom. Preciso aumentar a venda. Minha empresa está nas mãos de vocês.”
(Bacana. Tudo maravilhoso, a preço de banana, pra salvar a lavoura, né?)

“Eu gostei da campanha, mas tenho que levar pra minha mulher, meus filhos e, ainda, para o pessoal da loja dar uma olhadinha.”
(É muito bom ser avaliada por quem entende de propaganda, né?)

“Adorei a campanha, está linda, mas fui ver direitinho e resolvi que só vou ter condição de produzir o material no próximo ano.”
(Tem problema não! A gente nem tinha muito o que fazer na Agência!)

Fui!

segunda-feira, 12 de novembro de 2007

Frente a frente

Muitas vezes acho ruim ficar frente a frente com ela.

Acho nosso convívio invasivo demais.

Mas, tudo bem, é inevitável. Tem coisa que a gente não pode mudar.

Ela me copia em tudo. Chega a ficar a minha cara. Sim, minha cara.

Tem dia que adoro olhar pra ela. Tem dia que, juro, tenho que me esforçar.
Ah, mas tem dia que eu nem olho mesmo. Azar!

Acho que se fosse um vinil, ela seria meu lado B. (Lembrei até daqueles coloridinhos que vinham cheios de historinhas.)
Se fosse um aparelho de som, seria aquele tipo dois em um. (Rádio e toca-fita.)

Quer saber? Acho que a coisa se misturou tanto que ela pensa que sou eu agora. (Coitada!)

Agora, vou ao banheiro. São 7 horas e preciso me arrumar pra trabalhar.
Minha cara está amassadona. Eu não vi, mas acho que o meu cabelo brigou feio durante a noite. (Tô mal humorada.)
Tudo bem. Vou me esforçar de novo. Vou ter que te ver refletida no espelho. (Não sei me maquiar sem ficar olhando.)
Mas fique na sua. Não misture tanto as coisas. Depois da maquiagem eu vou sair.
Então, “vamo” combinar. Eu saio para um lado e você para o outro, viu?
Chega de intimidade!

quinta-feira, 8 de novembro de 2007

Deus é maior que todos os problemas

Até tentei, mas não tive como escrever. Semana pauleira essa. Aliás, pau-lei-rís-si-ma!
Nem deu pra pensar muito no dia 06 de novembro, esse dia que desperta tantas sensações: alegria, medo, gratidão, amor.

Foi nessa data que Enzo nasceu pela 3ª vez. A primeira foi no feliz dia em que ele veio ao mundo. (Claro!) A segunda: por meio do batismo.

Boa parte das pessoas que acompanham o Bloguinho já sabe do que estou “falando”. Esse é o episódio da minha vida chamado: DEUS É MAIOR QUE TODOS OS PROBLEMAS.
Primeiro descobrimos, graças a alguns anjos vestidos de jalecos brancos, o diabetes do Enzo. Meu filho, que tinha apenas 9 meses, foi para a UTI. E eu, para o fundo do poço. (Ainda sinto a sensação de flutuar pelos corredores da clínica. Não sentia as pernas.)

A cada boletim médico, a incerteza de tudo. A médica (minha querida Dra. Regina Vasconcelos, instrumento de Deus aqui na terra) chegou a falar assim: “Vocês têm fé? Têm alguma religião? Pois rezem. Enzo pode ter um edema cerebral a qualquer momento.”
Eu que nem conseguia pedir nada a Deus naquele dia, e nem mesmo rezar, presenciei um milagre. Enzo renasceu forte, guerreiro. Eu renasci com mais fé.

Já passaram dois anos. (Nossa, o tempo ainda me surpreende!) Hoje estou aqui para afirmar que há vida depois do diabetes. (Tem sim. Sinceramente!) E não é que é uma vida legal? Nem penso mais nas 10 furadas diárias (são 3 aplicações de insulina + 7 glicemias). Aliás, nunca sofri para realizar nenhum desses procedimentos. A coisa transcorreu no maior clima de serenidade. GRAÇAS A DEUS!

Vivo hoje o Episódio: DEUS É MAIOR QUE TODOS OS PROBLEMAS. PARTE II. Esse ainda está só no começo. Graças ao Enzo, estou mais forte para enfrentá-lo. Agora, já rezo. E com muita fé. Sigo meu caminho sentido cada passo. (Minhas pernas não estão mais dormentes.)

Agradeço de coração a todos que rezaram pelo Enzo e que agora rezam pelo meu pai. Acho que é por aí. Quando não conseguir fazer algo concreto por alguém, reze com fé por esta pessoa. Assim, de olhos fechados. Deus escuta direitinho.

quarta-feira, 31 de outubro de 2007

2014

E a Copa vai ser no Brasil. Sim, em 2014. Saiu em tudo ontem. Diferente da maioria, fiz logo as contas. Se hoje tenho 33, na copa de 2014 vou ter qua-ren-tão. (PUTZ! Mil vezes PUTZ!) Gente, não pensei em mais nada. Só conseguia refletir sobre isso. E Enzo? Meu bebê vai ter quase 10 anos. (Valha!)

Como será que eu vou ser daqui a 7 anos? Imaginei. Vai ser assim: Jeane versão quatro ponto zero, nas cores “verde e amarelo”. (Comédia! Pode sorrir!) Mulher tem isso de se preocupar com esses marcos. Foi assim quando fiz trintão. Mas aí, naquele momento, me diverti com o fato. Aliás, como agora, tinha um pouco de curiosidade de me imaginar com uns janeiros a mais.
Tudo bem, vou botar a Lei da Atração pra brigar com a Lei da Gravidade. Vou me imaginar mais ou menos igual à Jeane de hoje. Nada cai. Tudo sobe. Beleza! Vou ver se essa Lei da Atração é de verdade.

E tem mais perguntas... Do que eu vou gostar? O que vou tá fazendo? Sim, e a pergunta que não quer calar: o Brasil vai ganhar? Zagalo vai tá vivo? Romário já estará aposentado? Ronaldinho terá casado quantas vezes? Respostas no Bloguinho Básico versão 2014. (E vai ter Bloguinho?)

Como a FIFA, vou começar a me organizar para 2014. É, já penso em malhar e tudo mais... Vou entrar em campo com quarenta anos e faço questão de ser artilheira num montão de coisas. Quero tá com a bola toda! (Pensamento positivo! Olha a Lei da Atração!).

sexta-feira, 26 de outubro de 2007

Onde fica a cozinha?

A resposta é fácil: no final do corredor. Mas não tenho muita intimidade com o ambiente. Sei que lá tem geladeira, fogão, batedeira, espremedor de fruta, liquidificador, muita panela, enfim... É uma tralha só! A verdade é que não nasci pra ocupar esse espaço. Sou meio BOMBRIL, mas juro: melhor me deixar longe desse lugar. Gente, sou completamente destrambelhada! Me acidento até quando vou cortar o pão. (Olha a faca!) Tá, até me viro legal quando esquento uma aguinha pra fazer o leite do Enzo ou quando faço miojo. Tem outra coisa que faço bacana: ovo frito. Ah, e desenrolo bem uma saladinha, um suquinho... Quer saber mais? Sei tirar da caixa, como ninguém, todas as embalagens da SADIA ou as da CHINA IN BOX. (Ah, não é tão fácil assim!)

Acho que cozinha não é coisa de mulher, não! É pra quem tem boa coordenação motora. Isso sim! Até hoje tento me acertar com essa história de DIREITA e ESQUERDA. (Tava doente no dia que a professora ensinou isso no Jardim da Infância.)

Cozinha é pra quem tem vocação e paciência. Sabe aquele ditado que fulano tem paciência de cozinhar pedra? Tudo a ver.

Bem que esse dom poderia ser hereditário. Por que a gente só herda tendências para desenvolver hipertensão, diabetes, câncer, mas não herda a habilidade de cozinhar, bordar, costurar? Minha mãe cozinha muito bem. E eu? Nem vou dizer nada. Já tentei forçar a natureza. Fiz até curso de culinária. Mas só curtia na aula a parte de provar os pratos. Engraçado observar que quando entrava nos grupos só me colocavam para fazer a limpeza das louças. Ninguém queria que eu metesse a mão na massa. Por que será, hein?

Tudo bem, já sei, cozinha não é minha praia. Agora, comer é outra história. Adoro. Desde que outra pessoa faça, pode fazer o prato. Mãe, bota o meu!!!!

quinta-feira, 25 de outubro de 2007

Sangue bom

No meu íntimo ando escolhendo os meus verdadeiros parentes. Não falo do núcleo “sagrado”: pai, mãe, irmã, irmão. Falo de tios, primos, enfim... (Claro que pra tudo há exceção. Tenho tios e primos que valem ouro.) Sempre penso que família deve ser meio grude, sabe? Todo mundo PLOC demais. Família é pra assistir futebol junto, sair pra ver cinema, aparecer do nada só pra dar um alô, fazer piquenique, rir, torcer, “puxar a orelha”, chorar e estar presente em qualquer situação. Qual-quer. (Será que idealizo muito as coisas?) Mas vivemos no mundo do individualismo, do egocentrismo, do cada um por si, né? (Que pena! Não quero isso para o Enzo.)

Ser parente não é só carregar o mesmo sobrenome. Tem gente que só comparece pra fazer a obrigação. Tipo, só se manifesta se alguém morre ou quando alguém aniversaria. (No último caso, se tiver festa.) Acho isso muito estranho. (E bote estranho nisso!) E aí, de repente, você tem que chamar de tio, por exemplo, uma pessoa que você não vê há “séculos”. Aí, sai um “tio” beeeeeeem desacreditado.

É no dia-a-dia que a gente percebe quem realmente faz às vezes de parente. Já acolhi em meu coração pessoas de muitos sobrenomes (Andrade, Almeida, Viana, Carvalho, Rufino, Mendes, Neves, Duarte, Cavalcante, Pires, Lima, Nascimento, Vidigal, Santiago, Sousa, Guimarães, Rocha...e até Melo.) O que seria de mim sem elas! Simplesmente bate uma empatia sem tamanho e um carinho inexplicável. Precisamos disso. Gente precisa de gente. Ninguém se basta! Quem diz o contrário não conhece a alegria do amor sem interesse, do querer bem só pra ver o outro feliz, da compreensão em momentos incompreensíveis, da torcida com direito a “ôla”, do compromisso com o outro.

Sou abençoada pelos parentes que tive a oportunidade de escolher e amar. Alguns eu encontrei ainda criança, lá no Diocesano, outros na faculdade, outros nas Agências por onde passei. Alguns são até virtuais, acredita? Enfim, são todos amigos-irmãos. Gente que não tem meu sangue, mas que é sangue bom.

segunda-feira, 22 de outubro de 2007

O que te faz “feliz”?

A TPM e a falta da secretária,
O engarrafamento e o celular fora de área...
Gente que não sabe ser educada,
Ou gente que briga por nada?

Afinal, o que faz você “feliz”?

Correr atrás do ônibus, derrubar o melhor pedaço do bolo.
Comer o feijão queimado, ficar desanimado...
Telemarketing ao meio-dia, pão dormido da padaria...
Ou é a fila do banco que te faz “feliz”?

Cuspir sementes de abacate, subir num pé de alface.
Andar no sol a pino e ainda escorregar num tomate.
Dor de barriga no meio do nada, falta de luz na madrugada,
Ou é chegar atrasada?

O que faz você “feliz”?

Um lápis sem ponta, uma mosca na sopa, unha encravada
Uma dor de cabeça, esmalte borrado, espinha inflamada
Um nariz entupido, um “banho” de lama...
Ou será a ressaca que te faz “feliz”?

Ouvir suingueira, forró eletrônico, sertanejo chorado.
Cheiro de mofo, vento quente, conta de supermercado.
O café amargo, o queijo azedo, a falta d´água.
Carro sujo, roupa manchada, havaiana quebrada.

Agora me diz,
O que te faz “feliz”?

quinta-feira, 18 de outubro de 2007

Cajuína, pequi e doce de buriti

Sou a típica piauiense. Quem mora fora até diz que “canto” como o povo daqui. (E a gente fala cantando?)

Amo esse lugar e admiro além da auto-estima, o extinto de sobrevivência de cada um. Temos mesmo uma resistência atípica. Somos meio mandacaru, sabe? Por fora uma fortaleza, por dentro somos molinhos e externamos isso com facilidade. Saiba que no DNA de cada piauiense há muita doçura. Sabemos receber, acolher, abraçar. Isso faz toda a diferença. Piauiense é mesmo sem preconceito. Você é de qualquer lugar desse mundo? Pois não, seja bem-vindo! (Adoro isso.)

Piauiense sabe que é preciso ser professor. (Principalmente, se ele viaja pra outro Estado.) Toda a imagem formada Brasil afora é meio clichêzão. Vá pensando que aqui só tem chão rachado! Vá pensando que tem um monte de carroça passando no meio da rua! É esse o Piauí que você conhece? (Esqueça!)

Ah, mas já que a gente é meio professor, vamos lá: o Piauí fica no Nordeste, tá? O berço do homem americano fica na cidade de São Raimundo Nonato. Sabe aquela pedra linda? A opala? Temos em Pedro II a única mina do Brasil. Depois dela, só existe outra no mundo. Ah, e sabe o único Delta em mar aberto das Américas? (Sim, temos mar). Compartilhamos essa alegria com o nosso vizinho Maranhão. Que saber mais? Chega de aula. (Hehe!)

O feriadão está chegando e eu tô louca pra descansar. (Amanhã é Dia do Piauí. Ebaaaa!) Vou ver muita TV. (Claro que não numa Philips, né?) Vou encher a geladeira de cajuína, também. Queria até comer pequi (Não vai me dizer que nunca comeu pequi!), mas não sei onde achar. (Se eu encontrar, ótimo.) Cajuína, pequi e doce de buriti...Pronto. Quero isso amanhã. Se você souber onde eu encontro pequi pra comprar, me diz, tá? (Acho que vou passar no mercado.)

quarta-feira, 17 de outubro de 2007

A idade tá na cabeça

"Taí" uma frase verdadeira! Literalmente.
Os janeiros adoram se manifestar em forma de “lindos e brilhantes” fios de cabelos brancos.

Ultimamente tenho mais pavor deles do que do aquecimento global. (Pronto! Confessei!)

No começo, até dava um jeitinho. Arranquei nem sei quantos. (E prefiro não saber.) Entre um job e outro minha amiga Carol, que trabalhava comigo, também detonava tufos e mais tufos. (Ela é uma grande exterminadora de fios de cabelo branco. Um dia levei uma pinça de sombrancelha para o trabalho e ela promoveu um verdadeiro “infanticídio”. Arrasou com boa parte dos “branquelinhos” menores.)

Acho cabelo branco coisinha antipática mesmo. Pior do que piolho. Sem remédio. Pode colocar tinta. Vá lá: Coral, Suvinil, Verbrás... Escolha a cor e prepare-se para descobrir que alguns fios são mais resistentes que outros.

Agora, tem uma coisa que eu admiro: a união deles. Você mexe com um e a “galera” toda se manifesta. E tem outra coisa, eles adoram se autoafirmar. Você faz um rabo de cavalos e os fios brancos que estão nascendo ressaltam no penteado, você põe uma fivelinha e os fios brancos que estão por baixo saem para tomar um arzinho, e por aí vai. A gente paga o maior mico por conta deles.

Nada contra o branco. Adoro. Mas ando prefiro meu cabelo bem pretinho. Deus me fez assim, né? Ô, Senhor, quero meus cabelos escurinhos de volta!

segunda-feira, 15 de outubro de 2007

Primeiro as coisas primeiras.

Com o tempo não é só a lei da gravidade que começa a agir na vida das mulheres. Tem outras coisas, além do tônus muscular, que caem um pouco também. Quer um exemplo? O pique.

Engraçado isso, porque a gente tem essa impressão em um momento extremamente produtivo. Pauleira, mesmo! Essa impressão acontece porque a mulher passa a priorizar outras áreas da vida. Acredito que quem joga na posição de mãe e ainda tem que ser artilheira como profissional e administradora de todos os assuntos da casa, acaba sentindo-se meio sugada. (Red Bull nela!)
Você direciona toda a energia nestas três áreas e pronto. Falta pique pra todo o resto. Aliás, acho que mesmo que sobrasse energia, faltaria outro detalhe importante: tempo.

Algumas mulheres até lidam melhor com isso. De repente elas delegam mais, se preocupam de menos e vão vivendo. Mas quem é normalmente mais perfeccionista ou não tem muito a quem delegar, entra fácil nessa de responsabilidade 24 horas por dia. Sou dessas pessoas. Gosto de gavetas arrumadas, trabalhos finalizados, Bloguinho atualizado, Enzo com insulinas e glicemias no horário certo, contas em dia, enfim, vida organizada. E nada de adiar nada! O que é pra hoje, é pra hoje.

Procuro não me estressar diante de tantas responsabilidades mas, confesso, nem sempre consigo. (Peraí, sou filha de Deus!) Ser mulher hoje é bem isso. Ah, e ainda precisamos estar bonitinhas, com unhas feitas, cabelinho arrumado, roupinha bacana e magra, de preferência. (Ultimamente até tenho ido ao salão no horário do almoço. É o jeito!) E, detalhe, tem o período da TPM, das cólicas... Mas tuuuuuuuuudo bem! Mando o cansaço ir pastar depois de uma boa noite de sono. Se não resolver, base no rosto e duas bolinhas de blush rosado nas “maças” do rosto. (É tiro e queda!) No mais, é tentar encarar isso tudo com bom humor. Não adianta viver no mundo encantado. Um dia a gente cresce e a vida muda. Ahhhhhhhh, como muda! Tudo é uma questão de priorizar. Como diz o ditado: “primeiro as coisas primeiras”.

quinta-feira, 11 de outubro de 2007

Aêêêêêêê!

Me dou por satisfeita. Aliás, satisfeitíssima!
Comecei assim, meio desconfiada, estimulada pela Aline Neves e pelo Lima Jr (Brigada aêêêê, amigos!), até que fui lá! Meti a cara! A meta era postar um texto por dia. (Isso eu não consegui! Tem dia que não dá tempo mesmo!)

Achei interessante escrever sem saber direito qual seria o público e, detalhe, sem briefing. (Público? Briefing? Lá vem a redatora publicitária!)

Resolvi que antes de escrever para os amigos, deveria escrever para mim. Então, fui EU em cada linha e entrelinha. Postei lá o primeiro textinho, o segundo textinho e segui. Liguei meus instintos e abri o coração. Aí vieram os comentários. Adoro cada um deles. (Para mim é a melhor parte do Bloguinho. Sinceramente!)

Depois, fiquei curiosa. Quantas pessoas lêem essas loucuras? Decidi que queria um contador na página. (Me socooooooorre, Lima Jr! Sou uma “anta” nessas coisas de “traquinologia".) O contador me deu a certeza de que os amigos estavam comparecendo. (Beleza! Brigada aêêê!)

Só sei que “falei” de tudo o que senti vontade nesse primeiro mês de Bloguinho. É, viajei mesmo naquela companhia aérea do texto anterior. Hoje coloco meu 21º textinho. (Aêêê!!) Não sei se é pouco pra comemorar, mas ando levando tão a sério esse espaço que fiquei eufórica ao me dar conta do tempo.

E é hora de partir o bolo! Segue o baile!
Aproveite bem a festa, viu?

terça-feira, 9 de outubro de 2007

Companhia aérea HELMMANS

Se tem uma pessoa que adora viajar sem sair do lugar, essa pessoa sou EU. Viajo mesmo. Faço as malas e tudo. Vou até de frasqueirinha na mão. E é claro que sempre pago excesso de bagagem.

Sonho de olhos fechados. Inclusive quando dirijo. (Que perigo!)
Aliás, enquanto dirijo, ainda costumo olhar as placas de outdoor e as vitrines das lojas. (Não me pergunte como consigo.)

De vez enquando entro em transe. Me desligo da realidade... Amo meu mundo encantando. Ele é perfeito. Lembro-me do tempo que tinha até amigos imaginários. (Isso faz muito tempo! Hoje prefiro os reais, embora alguns sejam virtuais.) Recordo-me com saudade de cada um deles. Tinha o Vado, a Clotinha...(“Repara” aí os nomes!) Eles também eram “amigos” da minha irmã Lygia. Passávamos hooooooooooooras conversando sobre essas “pessoas”. Falava: “Lygia, encontrei o Vado lá no Centro!”. Pronto. Só precisava isso para a “viagem” começar.

Viajo nos meus sonhos e viajo no sonho dos outros. Quando alguém o realiza, me realizo junto. Adoro até viajar na viagem dos outros. Acho que é porque viajei muito pouco nessa vida. Esse é, inclusive, um dos meus grandes sonhos.

Só sei que sem pagar nada, e sem sair do lugar, embarco pra todos os lugares, vejo pessoas, vivo situações legais. A companhia aérea é Helmmans mesmo. E daí? Alguns vão de TAM, GOL... Mas eu vou de HELMANNS. Acho bacana a versatilidade dessa companhia.

sexta-feira, 5 de outubro de 2007

Palavras que fazem um bem danado!

Amo as palavras. Sou fascinada por elas. Principalmente as bonitas. Sim, há palavras feias e outras bonitas. Algumas, “tadinhas”, fui “obrigada” a tirar do meu vocabulário. Como diz meu pai, até pra nascer é preciso ter sorte.

Aliás, as palavras também podem ser classificadas de outras formas, como se fossem pessoas. Têm umas mais duras, outras mais suaves, umas mais prolixas, formais, enfim... Gosto da informalidade, do coloquial. Das palavras que fluem com facilidade como se fossem cantadas ou conversadas. Gosto, principalmente, das palavras que conceituam. Na escola a professora ensinou que elas são adjetivos. Então tá, adoro os bons adjetivos.

A publicidade me fez amar os adjetivos. Levo-os também para a vida. Aprendi a elogiar fácil. É bom apresentar o valor das coisas, das pessoas. Valorizar o que de fato merece.

Assim como os anúncios, a vida precisa de transparência e de bons adjetivos. Mas, pelo amor de Deus, não vamos banalizá-los. Eles precisam ser sentidos!
Aliás, colocados na hora certa, fazem um bem danado. Inclusive para quem diz.

Tudo é uma questão de prática. Sim, é possível aprender a elogiar. Mas tem uma coisa bacana: essa prática é maravilhosa.

Quer saber outra verdade? Tão bom quanto soltar adjetivos por aí, tanto na vida quanto na publicidade, é ouvir elogios sinceros, verdadeiros, transparentes. E nada de modéstia! E nada de “se achar”, também! Mas sempre é bom ouvir e agradecer. (De preferência com um sorriso no rosto.) Isso aí a gente pode chamar de recall, feedback.

Na vida, a gente responde com um OBRIGADO.
Na publicidade, é o público que agradece. Pra alegria do cliente.

quinta-feira, 4 de outubro de 2007

Começa com S

Um dia li uma frase bem humorada do maravilhoso Raul Cortez que me chamou atenção. Ela dizia mais ou menos isso: “Não há nada mais mal educado que chamar os outros de SENHOR”. Peço emprestado ao grande ator (que Deus o tenha) as suas sábias palavras, apenas transformando-as para o feminino.

Depois que tive o Enzo, não sei se é apenas coincidência, inventaram de me chamar de SENHORA. (Isso acontece SEMPRE!) Tá certo que o tive com 30 aninhos. Mas mulheres na faixa dos 30 anos são SENHORAS? (Quero resposta.) Pior do que isso é escutar do camelô: “Tia, vamo levar tal coisa?!”. (Como assim, TIA? Eu nem sou irmã da sua mãe!) Só aceito que me chame de tia os sobrinhos verdadeiros e os agregados. Somente.

Ontem, no prédio que moro, uma moradora disse assim para o filho quando entrei no elevador: “Fulaninho, deixa a SENHORA passar!”. (Ô, mermã, SENHORA, não? Pô!)

Tenho uma vizinha que já tem algumas décadas na minha frente. O nome dela é Estela. Ela é linda. Superdescoladinha! Ah, e é das minhas! Também não curte que a chamem de DONA e nem de SENHORA. (No começo, fui mal educada com ela algumas vezes. Desculpa, Estela!)
SENHORA é pesada demais pra ouvir quando você não se sente SENHORA.

SENHORA tem inúmeras contra-indicações: baixa a auto-estima e tira o astral de qualquer criatura bem resolvida.

Quer saber? Nem quero que Enzo me chame de SENHORA. Há outras formas dele demonstrar respeito, amor e carinho.

Raul Cortez sofreu essa tortura em vida. Talvez tenha avisado tarde a sua insatisfação com o termo.

Pois bem, eu tô avisando é cedo! Quer ser meu amigo? Já sabe que não deve me chamar daquela palavrinha horrível que começa com S.

quarta-feira, 3 de outubro de 2007

Faxina

Cabelos presos.
Vassoura na mão.
Chegou a hora!

Gosto de tudo limpinho, mas não gosto de fazer faxina.
Fazer faxina dá um trabaaaaaaaaaaalho.
Principalmente a dos sentimentos, das emoções.

Nossa, sou alérgica! Vou adoecer!
(Deixa de fuga, mulé!)

Pelo amor de Deus, passa um balde com água!
Quero, ainda, muito sabão (OMO, de preferência) e um escovão dos bons!
Vou começar, agora. Estou disposta, apesar dos pesares.

Tenho que tirar o lixo debaixo do tapete.
Preciso abrir as janelas para o sol entrar.
(A minha alma precisa de claridade.)

Vou passar um paninho, com carinho, em tudo o que é frágil e merece ser bem cuidado.
Ah, e jogar fora as roupas que não uso, os objetos que não preciso...
Quanto aos sapatos que não me levam a lugar nenhum, vou doá-los.

Lembrei agora de uns CDs chaaaaaaaaaatos.
Eles só entopem meus armários. (Entupir? Vixe, já tô sentindo meu nariz!)
Quero outro tipo de música. Chorinho? Nem pensar!

E a faxina continua...
Vou mexer em tudo. Tudinho. Sem pena.
Vou “bagunçar bem”, mudar a posição dos móveis, colocar adubo nas plantinhas que estão na varanda.

As pernas começam a pesar. Tô ficando cansada...
Acho que vou terminar rapidinho, tomar um banho caprichado, lavar o nariz com soro fisiológico (por conta da faringite) e me jogar na cama. Vou até tentar rezar, mas sinto que no meio do Pai Nosso os olhos vão fechar.

Gente, preciso fazer mais faxinas! Por que deixei acumular tanta poeira, hein?!

terça-feira, 2 de outubro de 2007

Meio quilo de esperança

Agora eu sei. Descobri esses dias. Já dá para dizer com exatidão quanto pesa a tal esperança. A minha agora tem meio quilo. Não pense que é pouco! Antes era regime total! Aliás, eu estava perdendo uns 3 kg de esperança por semana. Toda quinta-feira (sim, só às quintas) ela aparecia na balança, sempre me definhando. Rapidamente perdi 18 kg de esperança. (Nem é preciso dizer que fiquei “malzona”.)

Emagrecer as esperanças é a pior coisa que pode acontecer a uma pessoa. Até porque, não é só comida que põe a gente em pé. Aliás, não há nada mais “Red Bull” que uma boa dose de esperança misturada a um pouco de sonho.

Ando tentando alimentar esses dois ingredientes em minha vida. Especialmente em relação ao meu pai, que tá dodói, sofrido... Agora, ele aumentou meio quilo. (U-huuuuuuuuu!) Comemorei. Meio quilo faz toda diferença. É como 1 real nas mãos de quem passa fome.

Agora, peço a Deus para aumentar minha esperança. Quero ser obesa disso. Preciso estourar a balança. Cada vez mais. E quero mais. Quero acreditar que tudo é possível. Deus é maior que os nossos problemas, né?

Bem, pelo menos meio quilo de esperança existe. Beleza!

Por favor, doutor, me diga que essa esperança aumentou! Quinta-feira tem consulta. Vou esperar até lá.

Brigada, Senhor! Meio quilo é bom começo!

segunda-feira, 1 de outubro de 2007

Que nem iogurte

Têm pessoas que tem prazo de validade.
Com o tempo elas azedam.
Algumas, além de azedar, ficam amargas. (Aí é o fim!)
Como os iogurtes, essas pessoas acabam indo para a geladeira. Os amigos se afastam, os parentes evitam, os amores não suportam. (É normal as pessoas desenvolverem uma certa intolerância.)

Conviver com pessoas azedas faz mesmo mal à saúde. Elas irritam, dão dor de cabeça e, em casos mais graves, até dor de barriga.

Ah, e estão por toda parte! No trânsito, na fila do banco, na sala de espera do médico e até nos supermercados, comprando iogurtes. (Se você tiver muita “sorte”, pode até conviver debaixo do mesmo teto com uma.)

E é fácil identificá-las: não sabem dar bom dia, pisam no seu pé e não pedem desculpa, tratam mal sem motivo, torcem contra, ficam infelizes com a felicidade dos outros...

Muitas dessas pessoas são “estragadas” pela vida mesmo. Por falta de carinho, excesso de problema ou exagero do nada, do vazio. Talvez devesse, nesse momento, exercitar a compreensão. (Seria mais saudável da minha parte.)

Agora, bacana mesmo é ficar de olho no nosso limite. No tal prazo de validade. Por que, até sem perceber, podemos mudar de sabor. Eu, sinceramente, tenho preferido as versões light ou diet de tudo o que é docinho na vida.
Por favor, se eu azedar e não perceber, me avise.



sexta-feira, 28 de setembro de 2007

Como se fosse oração.

Como o feijão e o arroz.
Como o preto e o branco.
Como o batom vermelho e a boca carnuda.
Como o carro e a gasolina em promoção.
Como o céu e as estrelas.
Como a chuva e o edredom macio.
Como o amigo e a sinceridade.
Como a água e o gelo.
Como o vento e a pipa colorida.
Como a piada e a risada descontrolada.
Como o amor e o frio na barriga.
Como o vinho e a comemoração.
Como a balança e os dois quilinhos a menos.
Como o café fresquinho e o pão quentinho.
Como a pergunta e a resposta.
Como os sonhos e a esperança.
Como a vontade e a realização.
Como a oração e a fé...
Peço a Deus que minha vida vá sempre de encontro às coisas lindas, simples e verdadeiras desse mundo.
Vou repetir isso com os olhos fechados. Como se fosse oração. Amém!

quinta-feira, 27 de setembro de 2007

Sem noção.

Tenho certeza que o minuto não tem mais 60 segundos, que o dia não tem 24 horas e que o ano agora é só uma amostra grátis. Esse tempo anda fazendo pegadinha com a gente. Isso significa que os momentos felizes vão ser cada vez mais passageiros e que os ruins, graças a Deus, também.

O tempo agora é sinal de desafio. A gente tem que acompanhá-lo. Fazer tudo a tempo. Encontrar tempo. E dá tempo? (Vou parar e “gastar” meu precioso tempo pra analisar).

Pra que encher a agenda com tantos compromissos? A gente também precisa aprender a “perder” tempo. Dormir até mais tarde, ficar de “papo” pro ar ou, simplesmente, VER O TEMPO PASSAR. Infelizmente, não ando tendo tempo pra isso. Ainda não me adaptei à velocidade enlouquecida dos ponteiros.

E já tem decoração de Natal para vender. (Acho até uma superexposição ao bom velhinho).
Ah, outro dia me perguntaram aonde eu vou passar o Réveillon. (Réveillon?)
Putz, e não é que o meu Enzo já vai fazer 3 aninhos?

Perdi a noção total. Preciso me situar. Agora, aqui na agência, andam pedindo trabalho pra ONTEM. Já pensou?

Por favor, quero ganhar do bom velhinho o túnel do tempo. Será que já é hora de escrever a cartinha?

quarta-feira, 26 de setembro de 2007

Notícia quente!

A sede do Aquecimento Global é no Piauí. Sério.
Aqui é meio ensaio, mas se a coisa esquentar mesmo, de verdade, a experiência vai ferver por aí a fora.

Já sentimos na pele que o aquecimento tá se vingando, ou melhor, tá vingando.

E tem gente pegando insolação até à noite. E na sombra! (hehe!)
Filtro solar agora vem com brinde: sombrinha. (Só pra garantir).
Nas rádios o hit do momento é Roberto Carlos: Pode vir quente que eu estou fervendo. (Som na caixa DJ).
Ah, e o Governo Federal vai criar o “Bolsa de Gelo”! O povo morre de fome, mas num morre de calor. É isso aí, Presidente! Boa! Vai ganhar de novo!

É, escrevo mesmo no calor da emoção! Vale lembrar que eu amo meu Piauí. Suo a camisa por essa terra maravilhosa. Amo esse lugar demais... Sabe o que é mais bacana aqui? O calor humano. Eita, povo caloroso!

Mas não aceito que falem mal do Piauí, viu? Agora, pode falar do calor. Esse tá se superando!
Vou ali beber uma água geladinha. Fui!

terça-feira, 25 de setembro de 2007

Por descanso ou por descaso?

Primeiro vem a repercussão do fato. Depois, a indignação seguida do esquecimento. Temos mesmo o conformismo correndo nas veias, e disso eu não me conformo. Será que ser brasileiro é ser tão “NEM AÍ”?

De nada valem as manifestações, as passeatas, vestir-se de branco ou de preto, acender uma vela. De nada. Tudo isso comove, mas é efêmero. No dia seguinte, a novela das oito esquenta. (Quem matou Taís, afinal?) Aí, a gente esquece tudo.

E tem outra coisa, mais “inesquecível” que uma tragédia, só outra tragédia. Nós não conseguimos guardar todas ao mesmo tempo. Nossa memória é a da TV. O que ela repercute vira prioridade na nossa restrita indignação. (E não é que o Senador foi para o paredão e voltou? Essa é a do momento.)

A indústria da impunidade existe e somos coniventes, por descanso ou por descaso. Gente pode matar, político pode roubar, desviar, mentir e repetir tudo de novo depois. Ah, e crianças podem até morrer de fome! É a vida!

O “Senhor Caos” instala-se facilmente em nosso Berço Esplêndido. Aliás, “Senhor Caos”, fique à vontade. Este é o Brasil.

Finalizo meu textinho, com jeito de desabafo, só com uma perguntinha básica: alguém aí lembra do JOÃO HÉLIO?

segunda-feira, 24 de setembro de 2007

A filha do Enzo

Não se espante. Ainda não sou avó. Se bem que tenho cabelos brancos suficientes pra isso. (Exageraaaaaaaaada!)

Mas acontece que descobri esses dias que sou filha do Enzo. É, passei a entender que ele me educa bem mais do que eu a ele.

Enzo me bota na linha. Nos eixos. Gosto disso e vou dar exemplos.

Tá certo que eu nunca andei falando palavrão, mas no trânsito... Aí tá lá Enzão na cadeirinha, no banco de trás do carro... Assim, pertinho de mim... Então vem um louco que me “corta” em plena avenida movimentada. Sabe o que eu faço? Buzino e só. Não sai nem um palavrão literalmente cabeludo.

De repente, me dá uma vontade louca de comer bobagem. Enzo tá por perto. Sabe o que eu faço? Abro a geladeira e divido um mamão com ele. (Brigada, Enzo!)

Outro dia caiu o melhor pedaço do meu “sanduba” no chão. (O chão tava até limpinho.) Se não fosse pelo Enzo eu teria pego. (Ah, não venha me repreender. Todo mundo faz isso!)

E nada de tirar meleca do nariz, nem arrotar, nem comer de boca cheia... Criança adora copiar o que não deve copiar. Essa é a regra.

Acho que ser mãe é bem isso... A gente se educa para educar. Aquela velha história de que junto com o filho nasce uma mãe é a mais pura verdade.

Sou bem melhor depois do Enzo. Junto com a cegonha veio um pouco de disciplina, organização e grande dose de bom senso. Depois do diabetes, então...

Amo meu filho e quero ser a melhor referência pra ele. Assim, sem forçar a barra, até porque sou imperfeitinha demais para o Enzo me ajeitar por completo. Obrigada, meu papaizinho lindo!


sexta-feira, 21 de setembro de 2007

São só bobagens...

Costumo levar todo tipo de bobagem a sério. Aliás, acho totalmente sem graça gente que não sabe sair da linha.

Pessoas que falam bobagens são bem mais legais. E elas nem precisam ser bobinhas. Só precisam ser levinhas.

Descobri com o tempo que há bobagens inteligentes, oportunas e enriquecedoras. Elas suavizam e amadurecem os relacionamentos. Isso porque, sempre depois delas, vem uma avalanche de risadas. Acho até que a quantidade de bobagem é bem proporcional ao grau de intimidade.

Busco cada vez mais valorizar isso. Sou uma adulta totalmente regredida. Tenho sede de “bobagem”. Lembro-me, agora, das conversas com minhas melhores amigas e amigos, com minha irmã...Tudo termina em gargalhada. Desenvolvemos a capacidade de rir até dos nossos problemas. Isso faz toda a diferença.

Opa! Escrevi bobagem demais por hoje...
Que bom! Excelente começo de dia.

quinta-feira, 20 de setembro de 2007

PEGUE O SEU!

Sempre curti pegar uns atalhos. Sou atraída por eles.

Diante de um caminho aparentemente bem planejado, mudo o roteiro tranquilamente. Isso acontece porque a vida é mesmo surpreendente.

A vida me levou a ser publicitária feliz, no entanto eu buscava, com convicção, ser uma grande jornalista. A vida me levou a ser professora realizada, no entanto eu só buscava, além de um ganho extra, valorizar meu currículo. Mesmo realizada como publicitária, a vida me levou a ter um programa de TV e a fazer alguns comerciais, no entanto eu me achava (e sou, acredite) um tanto tímida. A vida me levou a criar uma grife de bolsas, minha amada Sinhazinha, no entanto eu nem sonhava em ser designer de bolsas, sacoleira e tudo mais. Aliás, me achava até lugar-comum demais pra mexer com moda.

Enfim, pegando atalhos eu aprendi a dar aula, a despertar meu lado criativo, a perder alguns medinhos, inclusive dos próprios atalhos, a conhecer pessoas especiais, a mudar algumas vezes de emprego e a ter, inclusive, este BLOG (logo eu que achava isso meio perda de tempo).


O certo é que os atalhos gostam de nos provocar. Alguns aparecem com cara de oportunidade, outros com jeito de desafio. Mas acredite, dentro das suas imperfeições, são perfeitos.


Acredito que, em outras palavras, os atalhos representam bem uma frase linda e verdadeira: DEUS ESCREVE CERTO POR LINHAS TORTAS.
Hoje eu acho que quanto mais torta a linha, melhor o atalho. PEGUE O SEU!

quarta-feira, 19 de setembro de 2007

Cada doido com sua mania.

  • Li em algum lugar que há pessoas com mania de fazer listas.
  • Fazem para tudo.
  • Para irem ao supermercado.
  • Para agendarem os afazeres do dia.
  • Fazem até a lista das listas que precisam elaborar.
  • Essas pessoas escrevem em tópicos e são “bitoladinhas”.
  • Ah, com o tempo, tadinhas, ficam esquecidíssimas.
  • O motivo é que elas perdem o poder de memorização.
  • Nossa, tenho pena dessa gente!
  • Aliás, o que eu tava “falando” mesmo?

terça-feira, 18 de setembro de 2007

Não leia!

Começo esta terça-feira com uma confissão.

Não, não se trata de um pecado ou de um segredo. Só que tem uma coisinha que poucos sabem a meu respeito. Que fique claro que eu nunca omiti sobre o fato, nem neguei. Mas é algo que costuma surpreender por não ser tão declarado.

Você já deve tá meio ansioso, mesmo assim vou contar aos pouquinhos.

(Respiro fundo)

Bem, meu primeiro nome não é JEANE. Começa a bater um arrependimentozinho básico, mas vamos em frente... A revelação segue em forma de charada: o que é o que é que começa com F e é nome de santo famoso... Ou melhor: começa com FRAN e termina com CISCA (essa ficou horrível).

Pois bem, me chamo FRANCISCA JEANE. Combinação única, quase exclusiva. Digo quase, porque outro dia tive o grande prazer de ver em uma lista de freqüência na faculdade que trabalho, outra FRANCISCA JEANE. Que alívio!

Legal que meu pai, que é FRANCISCO, e minha mãezinha ZILDA são religiosos e devotos de São Francisco. Tudo bem que minha mãe teve rubéola logo no comecinho da gravidez e quis garantir a qualidade do produto final. Tu-do bem. Mas logo FRANCISCA JEANE? Nossa, é tipo “1,2,3 nada combina”.

Como puderam olhar para um bebezinho tão pequenininho, indefeso e ingênuo e colocar o nome de FRANCISCA JEANE? Ainda bem que eu amo muito os “culpados”... É, o que vale é a intenção.

Esqueça tudo o que você leu, viu?
Meu nome é JEANE MELO.

“A bença, São Francisco!”

segunda-feira, 17 de setembro de 2007

Do meu jeito

SOU INTENSA. Não gosto do mais ou menos. Do quase. Do talvez.
Na verdade, o que é morno não aquece meu coração.
Aliás, o morno tem o poder de me congelar.
Confesso: gosto do calor das emoções, dos sentimentos e das sensações.
Amo o calor da intensidade.
Valorizo o prazer de um abraço que faz a gente sentir o coração do outro, do aperto de mão que não deixa escapar nem um fiozinho de ar, da oração feita de olhos fechados. Isso é ser intenso.
Amo sentir o gosto do sal, a textura do lençol, o ardor da pimenta, o cheiro do café fresquinho. Valorizo as coisas simples do dia-a-dia. Aquilo que parece ser banal, mas que faz a vida ficar melhor.
Acredito que vale ligar o botão da intensidade todos os dias. Até para tirar proveito de momentos ruins. Senão, não faz sentido vivê-los.
Hoje, em especial, tento aproveitar com intensidade meus momentos com meu pai. Sei que ele sente esse carinho que já beira saudade, até quando fico caladinha perto dele. Assim, me conforto e o conforto. Assim a gente vive esses momentos únicos.
O futuro? Só Deus sabe. O “agora”? Também.
Entrego meus dias a Ele e sigo do meu jeito. SEMPRE INTENSAMENTE.

sexta-feira, 14 de setembro de 2007

Balzaquianazinha

Tenho 33 anos. E digo assim, na lata. Sem rodeios. Sinceramente, adoro quando comentam: “nem parece!”. Tá bom, vou acreditar! Mesmo com minhas ruguinhas, celulitizinhas (tenho um catálogo delas), cabelinhos brancos... Assim, tudo no diminutivo. Com o tempo a gente cria uma relação amigável com esse “plus” que a idade trás.
Agora, vou contar O SEGREDO. (Ih, não tem nada a ver com a tal Lei da Atração). A mudança maior acontece dentro da gente. Assim, na cabeça, no coração. Tá meio clichê, né? Vou mudar o texto. Assim, rola uma coisa de segurança e maturidade muito bacana. Em outras palavras, a gente passa a se conhecer, se respeitar e se aceitar bem mais. Vou te dizer uma coisa: adoro ser eu. A-DO-RO. Descobri isso há pouquíssimo tempo.
Amo reconhecer o que realmente me satisfaz. Fazer o que gosto. Saber o que não gosto. Discordar sem ferir e concordar sem querer só agradar. Acho que assim a gente corre sérios riscos de ser mais feliz.
Vou explicar algumas pequenas coisas que acontecem na prática:
deixei de usar salto alto porque sempre viro o pé, só vou a lugares que tenham pessoas realmente legais, não forço a natureza pra agradar ou ser simpática, me visto do jeito que combina comigo, e, segredinho básico, só curto calcinhas de algodão (e das grandes). Enfim, não vivo nenhum personagem. Sou eu e pronto. Com todas as minhas imperfeições, complicações e manias de uma balzaquianazinha que só quer ser feliz.

quinta-feira, 13 de setembro de 2007

Relação embaraçada

O caso é bem sério.
Uma especialista me falou da gravidade.
Ele já acorda irritado. De mal-humor.
Juro, já fiz de tudo. Não sei como agir.
Em alguns momentos penso em soltar, largar de vez. Em outros, sinto necessidade de prender.
Conversar não adianta mais. Essa é a verdade.
Passo a mão de vez enquando pra amenizar a situação.
Talvez o melhor seja cortar o mal pela raiz. O pior é que não tenho coragem.
É triste. Isso não sai da minha cabeça. Estou por um fio.
O texto de hoje vai pra você, meu cabelo.

quarta-feira, 12 de setembro de 2007

Vai pro pâncreas que pariu!

Pâncreas é uma palavrinha pouco sonora. Não é um órgão afamado.
A gente ouve falar em coração, fígado, rins, pulmão... Mas pâncreas? Onde fica? O que faz da vida?
Não me preparei para ser “apresentada” ao dito cujo. Nem deu tempo de passar um batonzinho e colocar uma roupinha melhor. O grande encontro aconteceu no dia 06 de novembro de 2005, por intermédio do meu filho Enzo (na época com 9 meses de vida). A médica disse assim: “Seu filho tem diabetes... O pâncreas dele não funciona direito... Vai ter que usar insulina todo dia... Ah, mas antes preciso tirá-lo dessa crise de cetoacidose”... (Ham? Diabetes? Pâncreas? Insulina? Cetoacidose? Como assim?) Ah, entendi... Esse pâncreas produz a tal da insulina. É um órgão quietinho, que não curte mídia, mas é importante demais. Aprendi a dar valor ao Pâncreas (passei até a escrevê-lo em caixa alta).
Já me sentia até um tanto íntima, quando ele veio na maior falsidade me dar outro golpe. Foi no dia 12 de julho de 2007. Sem mais nem menos. Pela segunda vez. Sim, ele é muito falso, age silenciosamente. Não é à toa que estamos em crise declarada. Agora, o tal de pâncreas (em caixa baixa mesmo, porque ele caiu em meu conceito) ressurge em forma de CA (CA é um nome mais leve pra Câncer). E no meu pai. Logo no meu paizinho? Tão do bem! Tão cheio de planos! Achei isso indelicado demais.
É inevitável pensar que você, pâncreas, cismou comigo. Só te peço pra recuar um pouco! Dá um tempo!

terça-feira, 11 de setembro de 2007

Sobre tudo. Tudo mesmo.

Deu vontade de escrever e eu não vou sentar e esperar as idéias fugirem. Vou algemá-las agora. Nenhuma sai do meu pensamento até eu terminar.
Pra falar a verdade, eu adoro escrever e amo divagar sobre tudo. Tudo mesmo. Em frente ao PC, principalmente. Mas também, tomando banho, dirigindo, fazendo supermercado e até enquanto a cabeleireira puxa o meu juízo e esquenta minhas orelhinhas de abano.
De vez enquando, saco uma de minhas cadernetas e escrevo alguma coisa. Assim, do nada. Adoro fazer isso. Tudo bem que nem sempre sai algo realmente legal. Mas escrever é, acima de tudo, um grande exercício. Aliás, eu estou fazendo a lição do dia neste exato momento. (Se o texto não agradar, por favor, não desista do blog. Uma hora eu acerto).
Seja como e sobre o que for, legal é “falar” com leveza. Escrever sem pretensão alguma. (Opa! Gosto disso). Aliás, espero que a tal da “profundidade” vá me procurar lá na esquina.
Gosto mesmo é da simplicidade. Do básico. Não abro mão. Frases simples, gente simples, roupa simples, comida simples. Tudo isso é muito sofisticado. Deixe pra lá as palavras cansadas e as afirmações que não te convencem.
O lance é: letra maiúscula no começo da frase e muita, muita sensibilidade. Vou confessar uma coisa: acabei de colocar meu coração nestas poucas linhas.